Presidente da Câmara visitou Barroselas

O Presidente da Câmara, José Maria Costa, e os vereadores Vitor Lemos e Luís Nobre estiveram, no final de semana, a freguesia de Barroselas para uma visita de trabalho à freguesia. Depois de uma reunião com o executivo da Junta de freguesia, os autarcas estiveram no Centro Social e Paroquial e visitaram diversas obras em curso na freguesia.

Biblioteca Municipal promove “Histórias Partilhadas”

Um grupo de voluntários do Grupo Sénior, com o apoio dos serviços da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, está a promover o projecto “Histórias Partilhadas” em diversas instituições concelhias”. A ideia é promover o gosto pela leitura junto dos mais idosos, sendo que o projecto entrou já no seu segundo ano de execução.
A dinamização do projecto “Histórias Partilhadas”, que pretende promover o acesso ao livro e à leitura a pessoas habitualmente não utilizadoras do espaço da Biblioteca, tem vindo a consolidar-se numa partilha de saberes e “Histórias de Vida”. Isto porque o projecto, integra diferentes grupos de narradores, que têm vindo a ser recebidos com grande simpatia e entusiasmo, quer pelos idosos, quer pelos responsáveis das instituições. De registo são, também, as intervenções de alguns idosos, com a narração das suas próprias histórias de vida mostrando sinais de vitalidade e de satisfação no acolhimento dos visitantes.

Chove nas Escolas de Barroselas

Pais e encarregados de educação da escola secundária de Barroselas, em Viana do Castelo, manifestam-se, amanhã, pela realização de obras "de fundo" no estabelecimento, onde afirmam que "chove tanto como na rua". Escola diz que "há muito" denuncia a situação.

Tectos repletos de humidade, revestimentos desprendidos pela água e paredes manchadas pela chuva que por elas escorre. Sobram queixas e faltam soluções para os problemas este mês denunciados pelos alunos, mas sentidos por docentes e funcionários.
O protesto dos alunos (no passado dia sete) levaria a que a tutela avançasse, de imediato, com obras entendidas pela associação de pais como "de remedeio", reivindicando aquela estrutura por intervenção "de fundo". Por isso, pais e encarregados de educação saem, amanhã, à rua, ligando o protesto o Campo da Agonia ao Governo Civil.
"As obras que decorrem na escola - iniciadas no passado dia 21 e estimadas em 6000 euros - não põem, de modo algum, fim aos problemas. Poderão, apenas, minorá-los. Mas esta não é situação que se resolva com remedeios. Queremos que os edifícios da escola não metam água e que não sejam gélidos para os nossos filhos", esgrime o presidente da associação, Armando Dias, que se referiu aos trabalhos já iniciados como "a maior intervenção" realizada no estabelecimento desde a sua construção, há 27 anos. "Em suma, esta escola nunca sofreu obras que possam ser chamadas por esse nome", assinala.
A presidente do Conselho Executivo do estabelecimento, Rosa Cruz, não discorda que esta se apresente como a maior intervenção aí realizada. Dando conta que a escola denuncia a situação "há imenso tempo", disse que a resposta avançada pela tutela - que enviou técnicos para aferir da situação no próprio dia do protesto dos alunos - "não seria a que pretendíamos, mas queremos que estes trabalhos sejam feitos, de modo a manter a escola em funcionamento até que seja sujeita a obras de fundo".
Prometidas para a escola, que comporta mais de 700 alunos, está uma intervenção de fundo inserida na denominada "Fase 4 da Parque Escolar", fase esta que o próprio Executivo da escola afirma desconhecer quando arrancará. "Queremos que sejam explicados tanto os prazos como os projectos", reitera Armando Dias.
Na escola, o pavilhão polivalente (que alberga a cozinha, o refeitório e um espaço de convívio) e um bloco de salas de aula (maioritariamente ocupado por alunos do 3º Ciclo) apresentam-se, para Rosa Cruz, como os "pontos mais críticos". "Ainda há pouco, a chuva formava uma cortina de água no refeitório, que teve, por isso, de ser encerrado", recorda, afiançando que o estabelecimento "não tem dinheiro" para pôr os poucos radiadores (eléctricos) que funcionam a trabalhar: "Passa-se frio, é verdade. Mas não temos outro remédio".

Alunos protestam em Barroselas

As péssimas condições da Escola Básica e Secundária de Barroselas, em Viana do Castelo, levaram a que os alunos boicotassem as aulas, ontem de manhã, depois de no dia anterior várias partes do estabelecimento de ensino ficaram inundadas devido à chuva que se fez sentir.


"Já não temos ginástica há vários dias e, ontem, quando íamos comer chovia dentro da cantina", disse João Araújo, aluno do 9º ano. "Se estivéssemos cá fora acho que era a mesma coisa", referiu por seu turno, Rúben Faria. "Lá dentro só mesmo de guarda chuva",  revelou ainda. O ginásio, a cantina, a sala de associação de estudantes foram partes da escola que "meteram água".
"Foi a terceira vez este ano", disse, Marlene Costa, presidente da Associação de Estudantes, mas esta foi a pior de todas. Cansados da situação, os alunos começaram a espalhar via SMS e pelo Facebook, a ideia de uma manifestação, que acabaria por ocorrer, ontem de manhã, inviabilizando as aulas. No entanto, a directora da escola "já tinha decretado que não teríamos aulas de tarde por não haver condições de servir o almoço", disse ainda a aluna.
O presidente da Associação de Pais, mostrou-se preocupado com a situação que impede o normal funcionamento das aulas. "Os exames nacionais vão chegar e ninguém vai ter isto em conta com este alunos", disse, garantindo que a hipótese de outros protestos mais duros "poderem vir a acontecer", caso nada seja feito.
A directora da escola, Rosa Cruz, garantiu que logo que assumiu o cargo, em 2007, alertou a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) para a situação "tendo mesmo sido enviado um documento acompanhado de fotografias. Em Outubro do ano passado foi enviada nova missiva, tendo a DREN referido que era final de ano lectivo e que não existia disponibilidade financeira. "Temos a garantia que as obras se irão realizar, não temos é indicação de quando elas se iniciarão".