Alto Minho sem resposta para casos de doença mental


Vinte e quatro camas de uma Unidade de Internamento do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental no hospital da Viana do Castelo são actualmente a única resposta existente em termos de saúde mental no Alto Minho.

A abertura, em princípio, no próximo mês de Setembro do antigo hospital da Gelfa, no concelho de Caminha, como Unidade de Longa Duração e Manutenção com 41 camas, mas da rede geral de Cuidados Continuados, sob a responsabilidade do Instituto S. João de Deus (ISJD), pode ser encarada como um primeiro sinal do que pode vir a acontecer no futuro em termos de respostas, hoje inexistentes, para casos de Saúde Mental. Segundo Luís Daniel Fernandes, director da Casa de Saúde de S. José (uma das estruturas do ISJD em Barcelos), a instituição aguarda apenas "a nova regulamentação da rede nacional de cuidados continuados de saúde mental" para devolver à Gelfa a sua antiga vocação.
"É nossa vontade avançar para a área das demências pela proximidade da nossa actuação e pela necessidade que o distrito de Viana do Castelo tem nessas unidades especializadas. Não há resposta alguma, o que infelizmente é um bocado a característica de todo o país", refere este responsável.
As casas de saúde de S. José e S. João de Deus em Barcelos, pertencentes ao ISJD, são actualmente a principal resposta no que toca a internamento de homens oriundos da região do Alto Minho. No que toca a mulheres, a unidade de acolhimento é a Casa de Saúde do Bom Jesus, em Nogueiró (Braga).
"Infelizmente com o desaparecimento da unidade de saúde da Gelfa, o distrito ficou um bocado órfão", comenta Luís Fernandes.
Além da reactivação da Gelfa no final do Verão, sendo que até lá o edifício será sujeito a obras no valor de dois milhões de euros, o ISJD tem na forja outros dois projectos para o Alto Minho. Numa quinta localizada em pleno centro da cidade de Viana prevê instalar uma unidade com 50 camas e três valências: Média Duração e Reabilitação, Longa Duração e Cuidados Paliativos. O projecto, a financiar através do Programa Modular, garante Fernandes, teve já "a aceitação da ARS Norte e da Unidade de Missão". Para Ponte de Lima, o ISJD terá projectada uma unidade de Reabilitação Psicosocial, que poderá constituir uma experiência-piloto no âmbito da nova rede de saúde mental.
Ao JN Filomena Cardoso, vogal do Conselho Directivo da ARS Norte, admitiu: "As respostas na área da saúde mental não são muitas, porque também a rede da Saúde Mental tem vindo a sofrer várias alterações e aquilo que era esperado era que os doentes fossem o menos desinseridos do seu núcleo familiar.
Acreditamos que agora com a nova regulamentação da rede e até com algumas experiências piloto que poderão vir a acontecer se possa depois ir criando mais oferta".
Entretanto, uma instituição privada poderá de futuro preencher essa lacuna, criando um gabinete de apoio.

Chefe do Estado-Maior do Exército garante museu militar em Ponte de Lima

O chefe de Estado-Maior do Exército, Pinto Ramalho, garantiu que Ponte de Lima vai acolher um museu militar, ao abrigo de um protocolo a celebrar entre aquele ramo das Forças Armadas e a Câmara Municipal local.

"Nós temos um espólio valiosíssimo que não está exposto, que está guardado em armazéns, mas temos todo o interesse em o tornar acessível, em o mostrar", disse Pinto Ramalho, assegurando que o museu em Ponte de Lima é "um dado adquirido".
O museu será criado através de uma parceria entre o Exército, que dará assessoria técnica e formação do pessoal e as peças, e a Câmara, que disponibilizará o espaço e assegurará a sua gestão.

"Era uma vez um Dragão" para ver hoje no Teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo


“Era Uma Vez Um Dragão, a 100 ª produção que o Centro Dramático de Viana estreou no passado dia 24 de Janeiro, por ocasião da homenagem que a Câmara Municipal de Viana do Castelo prestou a António Manuel Couto Viana no dia do 88.º aniversário do seu nascimento, apresenta-se no Teatro Municipal Sá de Miranda, hoje, às 17 horas, numa sessão única para toda a família.

"Era Uma Vez Um Dragão’, da autoria de Couto Viana, é um espectáculo de forte componente didáctica visual e musical, interpretado pelos actores Ana Perfeito, Marta Moreira Lopes, Tiago Araújo e Tiago Fernandes, com encenação de Elisabete Pinto, que volta a encenar uma produção para a infância do CDV. O texto tem ainda dramaturgia literária e cénica de Castro Guedes.
A partir de dia 7, “Era Uma Vez Um Dragão” continuará em cena até 17 de Fevereiro, em três sessões diárias para a infância, desde o pré-escolar até aos 1º, 2º e 3º Ciclos de Ensino das escolas do Concelho de Viana do Castelo.
Estará também patente, até dia 17, a exposição "Quantas Desenhos Tem Um Dragão – Iconografia de um Espectáculo Teatral" no Salão Nobre do Teatro Municipal Sá de Miranda, composta por ilustrações de Paulo Moreira e Jorge Araújo para "Era Uma Vez Um Dragão".

Espectáculo de jazz improvisado em Viana do Castelo


A AISCA, Associação de Intervenção Social, Cultural e Artística de Viana do Castelo, recebe este sábado o “VIANA JAM GROUP” - projecto composto por jovens músicos, a concluírem a sua formação nesta área em Viana do Castelo. “VIANA JAM GROUP” começou por dar os primeiros passos em sessões de improviso entre amigos e jovens músicos e por isso ainda se define como uma “experiência acidental”.

Tito Romão no piano, Mário Amândio no trombone, Rui Afonso no baixo e Manuel Brásio na bateria, numa fusão muito particular, a não perder, hoje, na sala principal deste novo espaço em Viana do Castelo, a partir das 22:30h.
Para ver ainda curtas de animação do mestre Norman McLarem projectadas e djing dos Viana DJam Experience, em modalidade de intervalo da Jam e em estilo ao-pedido-da-casa.
E, por ainda ser 5 de Fevereiro, têm a última oportunidade para apreciar a instalação Fragmentos, de Paulo Barros, e a exposição CALectiva, do Colectivo Artístico Limiano.

Câmara suspende Coliseu depoisde investir seis milhões de euros

O caso foi revelado ontem pelo DN e agora confirmado publicamente pela autarquia de Viana do Castelo, ou seja, a construção do polémico Coliseu da cidade, obra de 13 milhões de euros lançada ainda sem financiamento pelo anterior líder socialista, Defensor Moura, foi suspensa por falta de dinheiro da câmara para assegurar o resto dos trabalhos.

Assim, pelo menos nos próximos quatro meses, os trabalhos não deverão ser retomados pela empresa Martifer, com a qual a câmara, liderada pelo socialista José Maria Costa, acaba de acertar a "suspensão", por "mútuo acordo", da empreitada por aquele período. "Estivemos a analisar toda a situação antes de tomar qualquer decisão", explicou o autarca ao DN.
A suspensão, acrescenta a câmara, "assenta nas dificuldades económicas sentidas pelo município, associadas aos cortes das transferências de verbas do Estado", pelo que "pretende não colocar em causa a estabilidade financeira da autarquia, nomeadamente no cumprimento de compro- missos na educação".
Isto porque a empreitada já custou mais de 6,2 milhões de euros aos cofres do município, o que, juntamente com a ausência de fundos comunitários e a impossibilidade de contrair novos empréstimos, motiva a suspensão. Para a conclusão da estrutura e arranjos exteriores ainda são necessários mais sete milhões de euros. José Maria Costa sublinha que a obra foi adjudicada a 21 de Dezembro de 2007, e, já devido à ausência de financiamento comunitário no início do processo de construção, foi contraído um empréstimo de 4,7 milhões de euros.
O problema, entretanto, foi a falta de programas comunitários para candidatar a obra, que obrigou a mais dois milhões investidos dos cofres do município. O autarca de Viana do Castelo também admitiu que teria si-do "mais prudente" esperar pela garantia do financiamento para lançar a obra, decisão tomada pelo antecessor socialista, mas num executivo que também integrava o agora presidente José Maria Costa.
Tal como o DN revelou na edição de ontem, o autor do projecto, Eduardo Souto Moura, não esconde a preocupação com a suspensão nos trabalhos, tendo em conta que sendo uma estrutura de ferro, já levantada junto à marginal, não poderá estar muito tempo sem cobertura. Já Defensor Moura, actual deputado pelo PS e que liderou o município até 2009, rejeita críticas à forma como geriu este processo. "Em 1993, quando cheguei à câmara, recebi várias obras feitas e por pagar, de milhares de contas. Eu deixei a obra a fazer-se e com dinheiro garantido para a construção durante um ano. Não deixei nenhuma dívida", diz o também ex-candidato presidencial.
Os vereadores da oposição à maioria PS é que já se congratularam com esta notícia. "Há anos que dizemos que seria um elefante branco. Ainda bem que houve bom senso", comentou o social- -democrata Carvalho Martins, vereador da oposição, e que durante as últimas autárquicas sempre defendeu tratar-se de um erro avançar com a obra sem financiamento garantido, além da preocupação com as "enormes" despesas de funcionamento.
Em construção, a 7,5 metros da margem do rio Lima, o Coliseu terá um recinto para a prática desportiva, e para outras actividades 3,44 metros abaixo do nível do solo. Tem uma área de implantação de 3792 metros quadrados, 70,1 metros de comprimento, 54,1 metros de largura e 9,12 metros acima do nível do solo, e contará com um espaço de jogo de 44 por 26 metros, com 1500 lugares para a assistência, sendo 1100 sentados em cadeiras e bancadas.

Fusão de freguesias só peca por tardia

O governador civil de Viana do Castelo, Pita Guerreiro, admite que o estudo do mapa actual, em termos de população, eleitores e área geográfica, já está a ser feito e vê como inevitável a fusão de autarquias, o que só peca por tardio. "Uma reforma administrativa deveria ter sido feita logo após o 25 de Abril.
Temos hoje uma realidade que não corresponde às necessidades das populações", explica o também antigo presidente da Câmara de Caminha. O levantamento em todo o País, diz, vai permitir estudar uma reforma administrativa "eficaz e eficiente". "A realidade que temos é freguesias muito envelhecidas e com pouca população. E há um excesso de órgãos e com poucos meios e competências."

Muitas freguesias têm poucos eleitores

O distrito de Viana do Castelo, com os seus dez concelhos, tem 290 freguesias, mas, destas, 125 têm menos de 500 eleitores, e, em Caminha, três juntas chegam apenas aos 230. Em contraponto, há uma freguesia na cidade de Viana com mais eleitores do que concelhos inteiros do distrito.

Segundo dados recolhidos pelo DN, esse é o caso da freguesia de Santa Maria Maior, em Viana do Castelo, que com os seus 9985 eleitores, assume uma dimensão maior, por exemplo, do que todo o concelho de Vila Nova de Cerveira (9023) ou Paredes de Coura (9756). Neste último concelho, 13 das 21 freguesias têm menos de 500 eleitores, sendo que na aldeia de Porreiras esse número é de apenas uma centena. Em Vila Nova de Cerveira, das 15 freguesias, oito têm menos de meio milhar de eleitores, número que em Gondar chega apenas à centena e meia.
Ainda mais claro é o exemplo de Caminha, onde das suas 20 freguesias, nove têm menos de 500 eleitores. Destas, a serra d'Arga é um caso paradigmático, com as suas três pequenas aldeias. São elas Arga de Baixo (101), Arga de Cima (87) e Arga de S. João (59), e o presidente de uma das mais pequenas juntas de freguesia do País até não se importa de ver a fusão avançar: "A ideia até podia ter pernas para andar. Mas cada freguesia tinha de estar muito bem representada na nova junta, e, se calhar, esse seria o problema", afirma ao DN Marinho Gonçalves.
Aos 70 anos lidera a Junta de Arga de S. João há 30 e teme que o interesse das freguesias maiores "abafe" o das mais pequenas. "Estas freguesias sempre viveram na miséria, até que chegaram as eólicas. O meu receio é que o interesse das freguesias maiores seja esse: o dinheiro", acrescenta.
Isto porque só nas vizinhas Arga de Baixo e Arga de Cima já estão instalados dez aerogeradores e em 2011 deverão chegar mais cinco, para Arga de S. João. Contas feitas, cada torre pode render anualmente 15 mil euros às juntas. "Tenho um orçamento de 30 mil euros, para melhorar uns muros e pouco mais. Agora imagine a importância que essas rendas têm", diz ainda Marinho Gonçalves.
Esta contabilidade, entre freguesias grandes e pequenas, volta agora a estar em cima da mesa, com a possibilidade de fusão, seguindo o exemplo do que está a ser feito em Lisboa.
Entre outros exemplos (ver caixa), na fronteira minhota com Espanha, em Valença, a segunda cidade do distrito, há apenas 13 932 eleitores inscritos nos cadernos, em 16 freguesias, mas seis não chegam aos 500 eleitores.

PSD Viana contra estacionamentos pagos


A Comissão Política Distrital do PSD Alto Minho lamenta "profundamente" a falta de vontade política reivindicativa dos autarcas do Partido Socialista e do Governo face à sobrecarga financeira, que advém da instalação de pórticos e de uma politica permissiva de estacionamento pago, em Viana do Castelo.

Para o Presidente da Distrital do PSD, "a cidade, Capital de Distrito, que já estava rodeada de parques de estacionamento pagos, ver-se-á agora confrontada com a instalação de pórticos por todos os lados, o que vem penalizar, gravemente, os agregados familiares do Distrito de Viana do Castelo.
Eduardo Teixeira disse que, lamentavelmente, “paga-se para cá estar e estacionar, para cá entrar a Sul, pagar-se-á para quem vier de Norte (Caminha) e Este (P. Lima), resta-nos o Mar a Oeste... pelo que estamos CERCADOS DE IMPOSTOS!”
Desta forma, "esta gestão socialista está, mais uma vez, a penalizar a nossa Região e a impedir que se façam investimentos que potenciem a criação de riqueza e a melhoria da qualidade de vida das nossas populações".
A Comissão Política Distrital do PSD de Viana do Castelo repudia, por isso, "esta política socialista que, de ano para ano, atrofia as legítimas expectativas da nossa região e os anseios mais profundos de um povo sério e trabalhador, e exige uma abordagem completamente diferente do Alto Minho".

Suspensão temporária da obra do Coliseu de Viana do Castelo por dificuldades financeiras


A Câmara de Viana do Castelo informa que o Coliseu de Viana do Castelo, desenhado pelo Arquitecto Eduardo Souto Moura, foi uma empreitada adjudicada em 21 de Dezembro de 2007 na reunião de executivo com os votos favoráveis de todos os membros eleitos. Ainda sem financiamento comunitário no início do processo de construção, foi contraído um empréstimo de 4,7 milhões de euros, aprovado em 29 de Fevereiro de 2008 pela Assembleia Municipal de Viana do Castelo.

Em Maio de 2010, face aos problemas numa das empresas do consórcio encarregue da empreitada, a Câmara Municipal geriu a transmissão da posição contratual, permitindo a continuação da obra. Em Fevereiro de 2011, a Câmara Municipal e o consórcio assinaram o Auto de Suspensão Temporário por Mútuo Acordo pelo período de quatro meses.
Reconhece este acordo que a Câmara Municipal “tem envidado todos os esforços possível em ordem a obter o necessário financiamento para a obra através da sua candidatura a programas comunitários quer nacionais quer regionais, sem que o tenha conseguido até ao momento” e considera que “a obtenção de tal financiamento é absolutamente necessária à normal execução financeira da obra e sua conclusão”.
No auto de suspensão por mútuo acordo é identificado que a Autarquia continuará a diligenciar uma candidatura ou um programa de financiamento “dentro do período de suspensão da empreitada” (quatro meses) por forma a restabelecer a empreitada logo que possível.
A decisão de suspensão assenta nas dificuldades económicas sentidas pelo Município, associadas aos cortes das transferências de verbas do Estado e pretende não colocar em causa a estabilidade financeira da autarquia, nomeadamente no cumprimento de compromissos na educação, no apoio às áreas sociais, na reabilitação da rede viária e nas obras de infra-estruturas de água e saneamento necessárias, obras que, aliás, foram alvo de recentes candidaturas à CIM Alto Minho e que permitiram a Viana do Castelo beneficiar de financiamentos comunitários de oitenta por cento para a sua execução.

Nova igreja do Senhor do Socorro abre domingo ao culto, investimento de 750 mil euros

A nova igreja da Paróquia do Senhor do Socorro, em Viana do Castelo, um investimento de 750 mil euros, abre domingo ao culto, com a celebração da primeira missa, informou hoje fonte diocesana.

Adormecer a ver o monte e acordar a olhar o rio


Cinco suites instaladas numa plataforma elevada por um pilar a cerca de três metros do chão e que roda sobre si própria para proporcionar um acordar diferente do deitar, será a grande atracção de um novo hotel de quatro estrelas que abrirá em Caminha em 2012.

 
O projecto totalmente alinhado com o conceito de "design hotel" para poder integrar uma rede mundial que exige, sobretudo, inovação, representa um investimento de cerca de três milhões de euros e está a ser materializado com a adaptação de uma antiga casa senhorial na praça principal da vila. Nesse edifício, conhecido como "casa das torres", funcionará em três pisos o grosso da estrutura da futura unidade hoteleira de nome "Design & Wine", desde a recepção, à grande parte dos quartos, ao restaurante, bar, sala de estar e de exposições. No logradouro do imóvel, que data do século XVIII, um corpo extra em forma de paralelipipedo assente sobre um pilar, albergará mais cinco suites, cuja localização só por si já oferecerá uma vista privilegiada sobre a desembocadura do rio Minho e a margem espanhola.
Contudo, o arquitecto autor do projecto, Pedro Araújo, acrescentou à estrutura como factor de inovação, a possibilidade de fazê-la girar sobre si própria no máximo 30 graus, para surpreender quem pernoitar nessa parte do hotel. "Será a cereja em cima do bolo. Rodará duas vezes ao dia, prevendo-se que durante o dia esteja virada para a bonita foz do rio Minho e à noite para o monte de Santa Tecla, que tem uma importante presença, especialmente à noite, pelo recorte que a iluminação dispersa lhe dá", refere Araújo, considerando que "vai ser comercialmente muito apelativo poder adormecer virado para o monte (situado na localidade galega de A Guarda) e acordar virado para a foz do rio.
A rotação da plataforma será conseguida através de um mecanismo (sobre um eixo) idêntico ao da ponte móvel na marina de Viana. E a ligação ao edifício principal será feita "através de um passadiço metálico envidraçado".
Para Pedro Araújo, "a qualidade paisagística" será apenas uma das mais-valias deste "inovador" estabelecimento, que abrirá portas dentro de pouco mais de um ano, já que também deverão constituir novidade os seus 23 quartos temáticos, o que os diferencia totalmente é o efeito cénico que será criado com a iluminação intermitente em várias cores da fachada do edifício principal.
Virado à Praça Conselheiro Silva Torres, o "Design & Wine" incluirá ainda uma enoteca, que o autor do projecto faz questão de dizer que "foi ideia da presidente da Câmara de Caminha". "Arte, vinho e paisagem" são, segundo Araújo, as linhas de força de uma obra que decorre, finalmente, ao fim de três anos de avanços e recuos. "Um projecto destes é um parto muito difícil. Há que ter cuidados muito especiais com a história e todos os elementos arquitectónicos", argumenta, concluindo: "A obra deverá estar concluída em Fevereiro de 2012 e julgo que vai ser cumprido o prazo. A abertura será em Abril ou Maio".

Socorrista vai ser padrinho do bebé que ajudou a nascer


A dois meses da data prevista do nascimento, André Barbosa, de Barroselas, Viana do Castelo, surpreendeu a mãe ao vir ao mundo com sete meses e o auxílio de um socorrista da Cruz Vermelha de Neiva, voluntário que foi, agora, convidado para ser padrinho do bebé.

 
A história com final feliz remonta ao princípio da noite de 8 de Janeiro, altura em que Paula Campinho, 31 anos, que reside junto ao campo da feira de Barroselas, começou a sentir "fortes dores", não suspeitando, porém, que seria mãe pela segunda vez dentro de pouco tempo. "Passei esse dia inteiro com dores, mas não suspeitei que ele fosse nascer, uma vez que a gravidez foi de risco. Mas, ao princípio da noite, não aguentava mais, até quem alguém ligou para o 112", recorda a operária têxtil, observando que, à moradia, acorreu, de imediato, uma equipa da Cruz Vermelha de Neiva, para a conduzir ao hospital.
"Não chegámos, porém, a sair do prédio. Quando estávamos nas escadas, senti uma dor muito forte e pedi-lhes para regressar a casa. Mal o fiz, rebentaram-se as águas", conta a mãe, assinalando que um dos socorristas, António Salgueiro, deslocou-se, então, à ambulância, em busca de um kit de parto de emergência, enquanto o outro, José Cruz, permaneceu junto a ela, assistindo-a no parto, que ocorreria pouco depois. Quando o colega regressou, André tinha nascido.
"Foi uma sensação inexplicável. Inicialmente, foi de algum nervosismo, mas depois de uma grande alegria. Foi um momento que ficará para sempre gravado na minha memória", considerou, emocionado, José Cruz, que aceitou "com muito gosto" ser o padrinho do menor. "Este é um costume antigo e mais não fizemos do que honrá-lo", justificou a avó do bebé, Madalena Magalhães.

José Monteiro melhorou marca pessoal

O atleta lousadense, José Monteiro, terminou no passado domingo a meia maratona de Viana do Castelo "Manuela Machado" no 5.º lugar, na categoria de veteranos M50 (maiores de 50 anos). Mais importante que o lugar final, foi o facto de o atleta ter batido mais uma vez o seu recorde pessoal, melhorando o registo em 1 minuto e 43 segundos, com a marca de 1h,17m,03s. Recorde-se que este atleta, de Lustosa recomeçou a praticar atletismo há pouco mais de um ano e daí para cá tem melhorado sucessivamente a sua marca.

A meia maratona de Lisboa, a ter lugar no dia 20 de março é a próxima meta para José Monteiro, seguindo-se depois a "Corrida dos Sinos", em Mafra. Uma prova de 15.000 metros, agendada para 3 de abril.
Casa Benfica também marcou presença
A Casa Benfica de Lousada também esteve presente na meia maratona em homenagem à consagrada atleta vianense. Em representação do clube lousadense estiveram os atletas Armando Oliveira, António Augusto, Manuel Teixeira, Jorge Neto, Joaquim Monteiro, Paulo Campos e António Gonçalves.
Refira-se que no próximo dia 6 de março, três atletas da Casa do Benfica (Armando Oliveira, Manuel Teixeira e António Augusto) irão competir na maratona internacional de Barcelona.

Câmara Municipal de Viana do Castelo adopta medidas de poupança

A Câmara Municipal de Viana do Castelo está a promover diversas iniciativas com o objectivo de reduzir a despesa corrente da autarquia, nomeadamente com medidas de redução energética nas áreas urbanas e em espaços públicos camarários, mas também tornando a poupança um objectivo de avaliação de desempenho de todos os sectores da autarquia. Só em 2010 e tendo por base a consciencialização dos serviços da autarquia, a Câmara Municipal aumentar em 16 por cento a poupança corrente.
Ciente da necessidade de poupança e perante os cortes orçamentais e a crise económica do país, o Município de Viana do Castelo tem, assim, em marcha um conjunto de iniciativas com vista à redução de despesa e aumento da receita corrente da Câmara Municipal. Em causa estão, por exemplo, os cortes na iluminação pública nas áreas urbanas em um terço em dois períodos nocturnos (22h00 e 24h00) mas também na iluminação de monumentos, cemitérios e edifícios públicos municipais.
Estão igualmente a ser instalados regulares de iluminação nas freguesias para entrar em funcionamento um novo modelo de iluminação pública já no Verão e, nas piscinas municipais e parques escolares, vão ser criadas condições de poupança com a eficiência energética dos edifícios e a instalação de colectores solares para as águas de banho. Recorde-se que recentemente foram aprovadas candidaturas para implementar sistemas energéticos sustentáveis nas piscinas municipais e para a instalação de reguladores de fluxo luminoso na rede de iluminação pública. Trata-se de um investimento global de cerca de 720 mil euros, comparticipados em oitenta por cento pelo ON2, que permitirá poupanças energéticas substanciais nos espaços públicos e iluminação pública no concelho.
A ideia de poupança foi igualmente introduzida como um dos objectivos de avaliação dos dirigentes da Câmara Municipal, pretendendo-se assim motivar à poupança e ao corte de despesa na ordem dos cinco aos 7,5 por cento.
A Câmara Municipal tem vindo a motivar a poupança dos serviços desde 2010 e, como resultado, conseguiu uma poupança corrente superior a 16 por cento no ano passado, uma experiência que o executivo quer ver aprofundado este ano com novas medidas de contenção orçamental.

Dragagens do canal de navegação do Santa Rita de Cássia na AR

A dragagem do canal de navegação do ferry-boat de Caminha já chegou à Assembleia da República. As dragagens, que estavam a cargo dos espanhóis, deixaram de ser feitas. O canal está cada vez mais assoreado o que já fez com que o ferry encalhasse na areia com os passageiros a bordo. 


Durante uma década foram os portugueses a desassorear o canal, e por isso, o deputado comunista Honório Novo apresentou um requerimento na Assembleia da República a Questionar o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, sobre as obrigações das entidades do país vizinho neste processo. 
O deputado quer saber também se a interrupção anunciada pelo lado espanhol viola ou não os termos do Protocolo assinado em 2008 entre o Governo Civil de Viana do Castelo e o Governo da Galiza e, em caso afirmativo, o que pensa o Governo Português para que sejam retomados os trabalhos de desassoreamento em Caminha.

Portagens na A28 "são o reforço da integração entre Portugal e Espanha"

O secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas, Paulo Campos, garantiu hoje. quinta-feira, que estão a ser disponibilizadas aos espanhóis "todas as soluções possíveis e imaginárias" para o pagamento das portagens na A28.
"Não existe mais nenhuma [solução de pagamento] no mundo que não esteja aqui a ser disponibilizada", afirmou Paulo Campos aos jornalistas, à entrada para a sessão de abertura do 5.º encontro de engenharia civil do Norte de Portugal-Galiza, subordinado ao tema "Património Construído".



Para Paulo Campos, quem ainda critica as formas de pagamento que são disponibilizadas "são pessoas que estão interessadas em combater politicamente as portagens e que usam essas matérias para argumentar relativamente a isso".O secretário de Estado afirmou que as "soluções encontradas" para o pagamento de portagens da A28, antiga SCUT que liga Porto a Viana do Castelo, foram celebradas "entre o Governo e a Galiza", através de um entendimento.

O governante afirmou que, na sua opinião, a introdução de portagens nas SCUT "são o reforço da integração entre Portugal e Espanha, porque é através dessa capacidade de se gerar receita que se pode continuar a investir nestas infraestruturas".
Considerando a mobilidade um factor "fundamental para a integração da economia e que só se consegue ter boa mobilidade com boas infraestruturas", Paulo Campos defendeu que é necessário que não sejam apenas os contribuintes a pagar, mas também os utilizadores dessas vias.
"Quando alguém vislumbra apenas os pequenos problemas do curto prazo, certamente não estará a ver adequadamente o funcionamento da economia", disse.
"No longo prazo, estas medidas são benéficas para a integração Portugal - Espanha".
Na sessão de abertura deste encontro, Paulo Campos destacou as "muitas centenas de milhões de euros" investidas nos últimos cinco anos em infraestruturas rodoviárias no Norte de Portugal e de ligação a Espanha, designadamente a A3 até Caminha, a A24, entre Viseu e Chaves, e a ligação de Amarante até Bragança.

Faltam bombeiros voluntários na região


Faltam bombeiros às corporações de "Voluntários" existentes no distrito de Viana do Castelo. Quem o diz é o Governo Civil, que defende a constituição de equipas permanentes em todas as associações. Actualmente, só duas corporações dispõem desse serviço: Ponte da Barca e Ponte de Lima.

O Governo Civil de Viana do Castelo, em parceria com as diversas autarquias e corporações de "Voluntários" do distrito, pretendem avançar com incentivos de modo a sensibilizar jovens e adultos a ingressarem nos bombeiros.
No cerne da questão está o ataque, mais rápido e preparado, aos fogos florestais, bem como a resposta às restantes ocorrências, assinala o governador civil de Viana do Castelo, Pita Guerreiro.
"São necessários mais meios, o que exigirá um grande esforço, por parte de todos", acentua, observando que, no último Verão, o distrito alto-minhoto assistiu a "sérias dificuldades", devido ao elevado número de incêndios. A este propósito, refira-se que, entre a última semana de Julho e a primeira de Agosto, verificaram-se, no Alto Minho, perto de 60 ignições por dia.
No ano passado, em que a área ardida no país foi a maior dos últimos quatro anos, o distrito vianense foi o segundo mais fustigado pelas chamas, que consumiram perto de 20 mil hectares de floresta (área semelhante à de 20 mil estádios de futebol), cifra só superada pela verificada no distrito da Guarda, onde arderam mais de 23 mil hectares.
Para Pita Guerreiro, quanto mais tardio for o combate às chamas mais difícil será controlar o incêndio, exigindo, por isso, a tarefa "um esforço maior".
De acordo com o responsável, o ideal seria que todas as corporações pudessem contar com uma equipa permanente (cada uma delas é formada por cinco elementos), situação que, actualmente, apenas se verifica em duas das 11 corporações de "Voluntários" da região (Ponte da Barca e Ponte de Lima), tendo Monção e Vila Nova de Cerveira manifestado já a vontade de criar o serviço.
De acordo com Pita Guerreiro, o esforço a realizar "não será muito grande", uma vez que à tutela cabe metade dos encargos. O restante é da responsabilidade das autarquias.
Além do alargamento do corpo activo, pretende-se, também, apostar na formação dos bombeiros, encontrando-se, nesse sentido, em criação, na localidade de Covas, em Vila Nova de Cerveira, a futura unidade distrital de formação. Segundo o governador civil, a estrutura evitará, assim, deslocações à Escola Nacional de Bombeiros, em Sintra, situação que "suscita diversas dificuldades aos voluntários", evidencia.
Segundo algumas corporações da região, a valência apresenta-se como uma antiga reivindicação, chegando mesmo a inexistência do serviço no distrito a inviabilizar a progressão na carreira, por parte de vários bombeiros. "Trata-se de carência muito sentida", assinala, a propósito, o responsável por uma corporação.
O equipamento deverá ser, agora, candidatado a fundos estruturais pela Comunidade Intermunicipal do Alto Minho.

Lampreia é cartaz turístico da região até final de Março


Os municípios do Vale do Minho estão de olho no apetecido ciclóstomo, pretendendo utilizá-lo como factor de desenvolvimento da região. A partir do próximo sábado, a lampreia passará a reinar à mesa. Pescadores aludem a um início de época "fraco" no rio Minho e "positivo" no rio Lima.

A certificação da lampreia do rio Minho apresenta-se como um dos principais objectivos de um evento que autarquias e entidade regional de Turismo dão, hoje, a conhecer: A lampreia do rio Minho/Um prato de Excelência.
Dezenas de restaurantes dinamizam, entre este mês e o próximo, o programa, que pretende contribuir para captar turistas e diminuir a sazonalidade da região, proposta que assenta em recurso com "forte impacto na economia local e que importa, sobremaneira, valorizar", assegurou, a propósito, o presidente do Turismo do Porto e Norte, Melchior Moreira.
"Este é, claramente, um objectivo estratégico, pelo que temos de nos bater por isso. Apresenta-se, mesmo, como fundamental", apontaria o dirigente sobre a certificação do ciclóstomo saído das águas do rio internacional.
Quanto a capturas, os pescadores do rio Minho mostram-se apreensivos com o começo da época, considerando-o "mais fraco" que a do ano passado.
"Apesar de tudo, pescou-se mais no primeiro mês do ano passado. Esta época não começou bem. Nem perto disso", vaticinou, ao final da manhã de ontem, Vítor Hugo, de Seixas, Caminha, enquanto limpava as redes após uma madrugada passada no estuário do Minho. O esforço valer-lhe-ia seis exemplares, "entre lampreias grandes e pequenas, mas o preço também já começou a descer, para mal dos nossos pecados".
Segundo Paulo Rego, também de Seixas, de 25 euros pagos no começo da época por uma lampreia "grande" e 15 por uma "pequena", os valores "começaram já a vir para os 20 e 10 euros", respectivamente.
Um pouco mais a norte, em Vila Nova de Cerveira, onde uma dúzia de embarcações se dedica à faina do ciclóstomo, o juízo é, em tudo, semelhante. "Este mês foi fraco. Pior que o do ano passado. Agora, quanto ao resto da época, só o futuro o dirá", evidenciou Miguel Castro.
Diferente opinião sobre o primeiro mês de faina - que arrancou no passado dia 3, prolongando-se até Abril - emite José Ferreira, pescador de Darque, em Viana do Castelo: "Há mais lampreias que no ano passado. A procura, essa, é que poderá não ser tanta", assinala, dando conta que o preço, ali, de uma lampreia "grande" ronda os 30 euros. "As nossas lampreias sempre foram mais valorizadas que as do rio Minho", esgrime.
O programa a desenvolver até finais do próximo mês nos concelhos do Vale do Minho - que compreende animação diversa, com relevo para a realização de um rali, em Monção -, visa, também, a criação de uma confraria gastronómica do ciclóstomo.

Viana do Castelo aposta na promoção para atrair turistas

O número de espanhóis que visitam o Alto Minho desceu 18 por cento em Novembro do ano passado, um mês após a aplicação de portagens nas SCUT do Norte do país. Os números são revelados pelo Turismo do Porto e Norte de Portugal, com base em dados do Instituto Nacional de Estatística. Melchior Moreira diz temer que a situação seja agravada com a introdução de portagens nos restantes troços da A28 e A27 já a partir de Abril. Sem esperar por mais números e mais análises, a Câmara de Viana do Castelo decidiu contrariar a situação lançando uma campanha de promoção do município na Galiza. As acções, como revela o autarca José Maria Costa, começam no próximo Domingo na Feira Gastronómica de Ourense.
O presidente da Câmara de Viana do Castelo revela que já esperava a diminuição do número de visitantes galegos após a introdução de portagens. Por isso, pede ao Governo português que insista nas acções de esclarecimento na Galiza sobre a forma como funcionam as portagens virtuais.
Se o número de visitantes galegos diminuiu em Viana do Castelo, em sentido inverso, o número de visitantes nacionais aumentou, o que tem contribuído para o equilíbrio dos pratos da balança. É essa a razão que leva a autarquia de José Maria Costa a apostar na promoção também em território nacional, com a fadista Kátia Guerreiro a dar a cara pela capital do Alto Minho.
Durante os próximos meses, Viana do Castelo vai lançar uma campanha de promoção na Galiza e em território nacional para tentar atrair à capital de distrito o maior número de visitantes.

Bebé nasce dentro de ambulância em plena auto-estrada

Filipe Silva e Augusto Gomes são os bombeiros voluntários do momento, na corporação de Barcelinhos. Tudo porque, na terça-feira, logo pela manhã, foram "padrinhos" de uma bebé que nasceu em pleno transporte de urgência que realizavam, após terem sido accionados pelo 112.

"Fomos chamados pelo centro de coordenação do CODU às seis e meia da manhã para prestar auxílio a uma grávida que estava na A 11", referiu Filipe Silva, 27 anos e bombeiro há dez. No entanto, e após 13 minutos a alta velocidade na ambulância, deram com a grávida na A 28, Viana do Castelo/ Porto, onde também se encontrava a VMER de Barcelos. "A senhora estava sentada no carro, juntamente com o marido. A viatura do casal avariou na zona de Apúlia, em plena auto-estrada, e pediram auxílio", explicou Augusto Gomes, que acabaria por receber um "presente" antecipado, pois comemora este mês 25 anos ao serviço dos voluntários de Barcelinhos.
"Ela estava grávida de 38 semanas e, dois minutos após entrar na ambulância, a bebé nasceu", disse, com um brilho nos olhos, o sub-chefe Silva. "É uma sensação única, poder dar apoio a um parto e é um momento que fica para a vida. Ainda por cima, o nosso primeiro parto", referiram os dois bombeiros, ao JN.
Segundo explicaram, foi a quinta vez que os Bombeiros Voluntários Barcelinhos tiveram uma das suas ambulâncias transformada em sala de partos, em 25 anos. Diana, nome da bebé, nasceu saudável e é a segunda filha de uma mãe que reside em Roriz, Barcelos, que preferiu manter o anonimato. Mãe e filha foram encaminhadas para o Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim, onde estão ambas bem mas ainda internadas.