Espectáculo de jazz improvisado em Viana do Castelo


A AISCA, Associação de Intervenção Social, Cultural e Artística de Viana do Castelo, recebe este sábado o “VIANA JAM GROUP” - projecto composto por jovens músicos, a concluírem a sua formação nesta área em Viana do Castelo. “VIANA JAM GROUP” começou por dar os primeiros passos em sessões de improviso entre amigos e jovens músicos e por isso ainda se define como uma “experiência acidental”.

Tito Romão no piano, Mário Amândio no trombone, Rui Afonso no baixo e Manuel Brásio na bateria, numa fusão muito particular, a não perder, hoje, na sala principal deste novo espaço em Viana do Castelo, a partir das 22:30h.
Para ver ainda curtas de animação do mestre Norman McLarem projectadas e djing dos Viana DJam Experience, em modalidade de intervalo da Jam e em estilo ao-pedido-da-casa.
E, por ainda ser 5 de Fevereiro, têm a última oportunidade para apreciar a instalação Fragmentos, de Paulo Barros, e a exposição CALectiva, do Colectivo Artístico Limiano.

Câmara suspende Coliseu depoisde investir seis milhões de euros

O caso foi revelado ontem pelo DN e agora confirmado publicamente pela autarquia de Viana do Castelo, ou seja, a construção do polémico Coliseu da cidade, obra de 13 milhões de euros lançada ainda sem financiamento pelo anterior líder socialista, Defensor Moura, foi suspensa por falta de dinheiro da câmara para assegurar o resto dos trabalhos.

Assim, pelo menos nos próximos quatro meses, os trabalhos não deverão ser retomados pela empresa Martifer, com a qual a câmara, liderada pelo socialista José Maria Costa, acaba de acertar a "suspensão", por "mútuo acordo", da empreitada por aquele período. "Estivemos a analisar toda a situação antes de tomar qualquer decisão", explicou o autarca ao DN.
A suspensão, acrescenta a câmara, "assenta nas dificuldades económicas sentidas pelo município, associadas aos cortes das transferências de verbas do Estado", pelo que "pretende não colocar em causa a estabilidade financeira da autarquia, nomeadamente no cumprimento de compro- missos na educação".
Isto porque a empreitada já custou mais de 6,2 milhões de euros aos cofres do município, o que, juntamente com a ausência de fundos comunitários e a impossibilidade de contrair novos empréstimos, motiva a suspensão. Para a conclusão da estrutura e arranjos exteriores ainda são necessários mais sete milhões de euros. José Maria Costa sublinha que a obra foi adjudicada a 21 de Dezembro de 2007, e, já devido à ausência de financiamento comunitário no início do processo de construção, foi contraído um empréstimo de 4,7 milhões de euros.
O problema, entretanto, foi a falta de programas comunitários para candidatar a obra, que obrigou a mais dois milhões investidos dos cofres do município. O autarca de Viana do Castelo também admitiu que teria si-do "mais prudente" esperar pela garantia do financiamento para lançar a obra, decisão tomada pelo antecessor socialista, mas num executivo que também integrava o agora presidente José Maria Costa.
Tal como o DN revelou na edição de ontem, o autor do projecto, Eduardo Souto Moura, não esconde a preocupação com a suspensão nos trabalhos, tendo em conta que sendo uma estrutura de ferro, já levantada junto à marginal, não poderá estar muito tempo sem cobertura. Já Defensor Moura, actual deputado pelo PS e que liderou o município até 2009, rejeita críticas à forma como geriu este processo. "Em 1993, quando cheguei à câmara, recebi várias obras feitas e por pagar, de milhares de contas. Eu deixei a obra a fazer-se e com dinheiro garantido para a construção durante um ano. Não deixei nenhuma dívida", diz o também ex-candidato presidencial.
Os vereadores da oposição à maioria PS é que já se congratularam com esta notícia. "Há anos que dizemos que seria um elefante branco. Ainda bem que houve bom senso", comentou o social- -democrata Carvalho Martins, vereador da oposição, e que durante as últimas autárquicas sempre defendeu tratar-se de um erro avançar com a obra sem financiamento garantido, além da preocupação com as "enormes" despesas de funcionamento.
Em construção, a 7,5 metros da margem do rio Lima, o Coliseu terá um recinto para a prática desportiva, e para outras actividades 3,44 metros abaixo do nível do solo. Tem uma área de implantação de 3792 metros quadrados, 70,1 metros de comprimento, 54,1 metros de largura e 9,12 metros acima do nível do solo, e contará com um espaço de jogo de 44 por 26 metros, com 1500 lugares para a assistência, sendo 1100 sentados em cadeiras e bancadas.

Fusão de freguesias só peca por tardia

O governador civil de Viana do Castelo, Pita Guerreiro, admite que o estudo do mapa actual, em termos de população, eleitores e área geográfica, já está a ser feito e vê como inevitável a fusão de autarquias, o que só peca por tardio. "Uma reforma administrativa deveria ter sido feita logo após o 25 de Abril.
Temos hoje uma realidade que não corresponde às necessidades das populações", explica o também antigo presidente da Câmara de Caminha. O levantamento em todo o País, diz, vai permitir estudar uma reforma administrativa "eficaz e eficiente". "A realidade que temos é freguesias muito envelhecidas e com pouca população. E há um excesso de órgãos e com poucos meios e competências."

Muitas freguesias têm poucos eleitores

O distrito de Viana do Castelo, com os seus dez concelhos, tem 290 freguesias, mas, destas, 125 têm menos de 500 eleitores, e, em Caminha, três juntas chegam apenas aos 230. Em contraponto, há uma freguesia na cidade de Viana com mais eleitores do que concelhos inteiros do distrito.

Segundo dados recolhidos pelo DN, esse é o caso da freguesia de Santa Maria Maior, em Viana do Castelo, que com os seus 9985 eleitores, assume uma dimensão maior, por exemplo, do que todo o concelho de Vila Nova de Cerveira (9023) ou Paredes de Coura (9756). Neste último concelho, 13 das 21 freguesias têm menos de 500 eleitores, sendo que na aldeia de Porreiras esse número é de apenas uma centena. Em Vila Nova de Cerveira, das 15 freguesias, oito têm menos de meio milhar de eleitores, número que em Gondar chega apenas à centena e meia.
Ainda mais claro é o exemplo de Caminha, onde das suas 20 freguesias, nove têm menos de 500 eleitores. Destas, a serra d'Arga é um caso paradigmático, com as suas três pequenas aldeias. São elas Arga de Baixo (101), Arga de Cima (87) e Arga de S. João (59), e o presidente de uma das mais pequenas juntas de freguesia do País até não se importa de ver a fusão avançar: "A ideia até podia ter pernas para andar. Mas cada freguesia tinha de estar muito bem representada na nova junta, e, se calhar, esse seria o problema", afirma ao DN Marinho Gonçalves.
Aos 70 anos lidera a Junta de Arga de S. João há 30 e teme que o interesse das freguesias maiores "abafe" o das mais pequenas. "Estas freguesias sempre viveram na miséria, até que chegaram as eólicas. O meu receio é que o interesse das freguesias maiores seja esse: o dinheiro", acrescenta.
Isto porque só nas vizinhas Arga de Baixo e Arga de Cima já estão instalados dez aerogeradores e em 2011 deverão chegar mais cinco, para Arga de S. João. Contas feitas, cada torre pode render anualmente 15 mil euros às juntas. "Tenho um orçamento de 30 mil euros, para melhorar uns muros e pouco mais. Agora imagine a importância que essas rendas têm", diz ainda Marinho Gonçalves.
Esta contabilidade, entre freguesias grandes e pequenas, volta agora a estar em cima da mesa, com a possibilidade de fusão, seguindo o exemplo do que está a ser feito em Lisboa.
Entre outros exemplos (ver caixa), na fronteira minhota com Espanha, em Valença, a segunda cidade do distrito, há apenas 13 932 eleitores inscritos nos cadernos, em 16 freguesias, mas seis não chegam aos 500 eleitores.

PSD Viana contra estacionamentos pagos


A Comissão Política Distrital do PSD Alto Minho lamenta "profundamente" a falta de vontade política reivindicativa dos autarcas do Partido Socialista e do Governo face à sobrecarga financeira, que advém da instalação de pórticos e de uma politica permissiva de estacionamento pago, em Viana do Castelo.

Para o Presidente da Distrital do PSD, "a cidade, Capital de Distrito, que já estava rodeada de parques de estacionamento pagos, ver-se-á agora confrontada com a instalação de pórticos por todos os lados, o que vem penalizar, gravemente, os agregados familiares do Distrito de Viana do Castelo.
Eduardo Teixeira disse que, lamentavelmente, “paga-se para cá estar e estacionar, para cá entrar a Sul, pagar-se-á para quem vier de Norte (Caminha) e Este (P. Lima), resta-nos o Mar a Oeste... pelo que estamos CERCADOS DE IMPOSTOS!”
Desta forma, "esta gestão socialista está, mais uma vez, a penalizar a nossa Região e a impedir que se façam investimentos que potenciem a criação de riqueza e a melhoria da qualidade de vida das nossas populações".
A Comissão Política Distrital do PSD de Viana do Castelo repudia, por isso, "esta política socialista que, de ano para ano, atrofia as legítimas expectativas da nossa região e os anseios mais profundos de um povo sério e trabalhador, e exige uma abordagem completamente diferente do Alto Minho".

Suspensão temporária da obra do Coliseu de Viana do Castelo por dificuldades financeiras


A Câmara de Viana do Castelo informa que o Coliseu de Viana do Castelo, desenhado pelo Arquitecto Eduardo Souto Moura, foi uma empreitada adjudicada em 21 de Dezembro de 2007 na reunião de executivo com os votos favoráveis de todos os membros eleitos. Ainda sem financiamento comunitário no início do processo de construção, foi contraído um empréstimo de 4,7 milhões de euros, aprovado em 29 de Fevereiro de 2008 pela Assembleia Municipal de Viana do Castelo.

Em Maio de 2010, face aos problemas numa das empresas do consórcio encarregue da empreitada, a Câmara Municipal geriu a transmissão da posição contratual, permitindo a continuação da obra. Em Fevereiro de 2011, a Câmara Municipal e o consórcio assinaram o Auto de Suspensão Temporário por Mútuo Acordo pelo período de quatro meses.
Reconhece este acordo que a Câmara Municipal “tem envidado todos os esforços possível em ordem a obter o necessário financiamento para a obra através da sua candidatura a programas comunitários quer nacionais quer regionais, sem que o tenha conseguido até ao momento” e considera que “a obtenção de tal financiamento é absolutamente necessária à normal execução financeira da obra e sua conclusão”.
No auto de suspensão por mútuo acordo é identificado que a Autarquia continuará a diligenciar uma candidatura ou um programa de financiamento “dentro do período de suspensão da empreitada” (quatro meses) por forma a restabelecer a empreitada logo que possível.
A decisão de suspensão assenta nas dificuldades económicas sentidas pelo Município, associadas aos cortes das transferências de verbas do Estado e pretende não colocar em causa a estabilidade financeira da autarquia, nomeadamente no cumprimento de compromissos na educação, no apoio às áreas sociais, na reabilitação da rede viária e nas obras de infra-estruturas de água e saneamento necessárias, obras que, aliás, foram alvo de recentes candidaturas à CIM Alto Minho e que permitiram a Viana do Castelo beneficiar de financiamentos comunitários de oitenta por cento para a sua execução.

Nova igreja do Senhor do Socorro abre domingo ao culto, investimento de 750 mil euros

A nova igreja da Paróquia do Senhor do Socorro, em Viana do Castelo, um investimento de 750 mil euros, abre domingo ao culto, com a celebração da primeira missa, informou hoje fonte diocesana.

Adormecer a ver o monte e acordar a olhar o rio


Cinco suites instaladas numa plataforma elevada por um pilar a cerca de três metros do chão e que roda sobre si própria para proporcionar um acordar diferente do deitar, será a grande atracção de um novo hotel de quatro estrelas que abrirá em Caminha em 2012.

 
O projecto totalmente alinhado com o conceito de "design hotel" para poder integrar uma rede mundial que exige, sobretudo, inovação, representa um investimento de cerca de três milhões de euros e está a ser materializado com a adaptação de uma antiga casa senhorial na praça principal da vila. Nesse edifício, conhecido como "casa das torres", funcionará em três pisos o grosso da estrutura da futura unidade hoteleira de nome "Design & Wine", desde a recepção, à grande parte dos quartos, ao restaurante, bar, sala de estar e de exposições. No logradouro do imóvel, que data do século XVIII, um corpo extra em forma de paralelipipedo assente sobre um pilar, albergará mais cinco suites, cuja localização só por si já oferecerá uma vista privilegiada sobre a desembocadura do rio Minho e a margem espanhola.
Contudo, o arquitecto autor do projecto, Pedro Araújo, acrescentou à estrutura como factor de inovação, a possibilidade de fazê-la girar sobre si própria no máximo 30 graus, para surpreender quem pernoitar nessa parte do hotel. "Será a cereja em cima do bolo. Rodará duas vezes ao dia, prevendo-se que durante o dia esteja virada para a bonita foz do rio Minho e à noite para o monte de Santa Tecla, que tem uma importante presença, especialmente à noite, pelo recorte que a iluminação dispersa lhe dá", refere Araújo, considerando que "vai ser comercialmente muito apelativo poder adormecer virado para o monte (situado na localidade galega de A Guarda) e acordar virado para a foz do rio.
A rotação da plataforma será conseguida através de um mecanismo (sobre um eixo) idêntico ao da ponte móvel na marina de Viana. E a ligação ao edifício principal será feita "através de um passadiço metálico envidraçado".
Para Pedro Araújo, "a qualidade paisagística" será apenas uma das mais-valias deste "inovador" estabelecimento, que abrirá portas dentro de pouco mais de um ano, já que também deverão constituir novidade os seus 23 quartos temáticos, o que os diferencia totalmente é o efeito cénico que será criado com a iluminação intermitente em várias cores da fachada do edifício principal.
Virado à Praça Conselheiro Silva Torres, o "Design & Wine" incluirá ainda uma enoteca, que o autor do projecto faz questão de dizer que "foi ideia da presidente da Câmara de Caminha". "Arte, vinho e paisagem" são, segundo Araújo, as linhas de força de uma obra que decorre, finalmente, ao fim de três anos de avanços e recuos. "Um projecto destes é um parto muito difícil. Há que ter cuidados muito especiais com a história e todos os elementos arquitectónicos", argumenta, concluindo: "A obra deverá estar concluída em Fevereiro de 2012 e julgo que vai ser cumprido o prazo. A abertura será em Abril ou Maio".

Socorrista vai ser padrinho do bebé que ajudou a nascer


A dois meses da data prevista do nascimento, André Barbosa, de Barroselas, Viana do Castelo, surpreendeu a mãe ao vir ao mundo com sete meses e o auxílio de um socorrista da Cruz Vermelha de Neiva, voluntário que foi, agora, convidado para ser padrinho do bebé.

 
A história com final feliz remonta ao princípio da noite de 8 de Janeiro, altura em que Paula Campinho, 31 anos, que reside junto ao campo da feira de Barroselas, começou a sentir "fortes dores", não suspeitando, porém, que seria mãe pela segunda vez dentro de pouco tempo. "Passei esse dia inteiro com dores, mas não suspeitei que ele fosse nascer, uma vez que a gravidez foi de risco. Mas, ao princípio da noite, não aguentava mais, até quem alguém ligou para o 112", recorda a operária têxtil, observando que, à moradia, acorreu, de imediato, uma equipa da Cruz Vermelha de Neiva, para a conduzir ao hospital.
"Não chegámos, porém, a sair do prédio. Quando estávamos nas escadas, senti uma dor muito forte e pedi-lhes para regressar a casa. Mal o fiz, rebentaram-se as águas", conta a mãe, assinalando que um dos socorristas, António Salgueiro, deslocou-se, então, à ambulância, em busca de um kit de parto de emergência, enquanto o outro, José Cruz, permaneceu junto a ela, assistindo-a no parto, que ocorreria pouco depois. Quando o colega regressou, André tinha nascido.
"Foi uma sensação inexplicável. Inicialmente, foi de algum nervosismo, mas depois de uma grande alegria. Foi um momento que ficará para sempre gravado na minha memória", considerou, emocionado, José Cruz, que aceitou "com muito gosto" ser o padrinho do menor. "Este é um costume antigo e mais não fizemos do que honrá-lo", justificou a avó do bebé, Madalena Magalhães.

José Monteiro melhorou marca pessoal

O atleta lousadense, José Monteiro, terminou no passado domingo a meia maratona de Viana do Castelo "Manuela Machado" no 5.º lugar, na categoria de veteranos M50 (maiores de 50 anos). Mais importante que o lugar final, foi o facto de o atleta ter batido mais uma vez o seu recorde pessoal, melhorando o registo em 1 minuto e 43 segundos, com a marca de 1h,17m,03s. Recorde-se que este atleta, de Lustosa recomeçou a praticar atletismo há pouco mais de um ano e daí para cá tem melhorado sucessivamente a sua marca.

A meia maratona de Lisboa, a ter lugar no dia 20 de março é a próxima meta para José Monteiro, seguindo-se depois a "Corrida dos Sinos", em Mafra. Uma prova de 15.000 metros, agendada para 3 de abril.
Casa Benfica também marcou presença
A Casa Benfica de Lousada também esteve presente na meia maratona em homenagem à consagrada atleta vianense. Em representação do clube lousadense estiveram os atletas Armando Oliveira, António Augusto, Manuel Teixeira, Jorge Neto, Joaquim Monteiro, Paulo Campos e António Gonçalves.
Refira-se que no próximo dia 6 de março, três atletas da Casa do Benfica (Armando Oliveira, Manuel Teixeira e António Augusto) irão competir na maratona internacional de Barcelona.

Câmara Municipal de Viana do Castelo adopta medidas de poupança

A Câmara Municipal de Viana do Castelo está a promover diversas iniciativas com o objectivo de reduzir a despesa corrente da autarquia, nomeadamente com medidas de redução energética nas áreas urbanas e em espaços públicos camarários, mas também tornando a poupança um objectivo de avaliação de desempenho de todos os sectores da autarquia. Só em 2010 e tendo por base a consciencialização dos serviços da autarquia, a Câmara Municipal aumentar em 16 por cento a poupança corrente.
Ciente da necessidade de poupança e perante os cortes orçamentais e a crise económica do país, o Município de Viana do Castelo tem, assim, em marcha um conjunto de iniciativas com vista à redução de despesa e aumento da receita corrente da Câmara Municipal. Em causa estão, por exemplo, os cortes na iluminação pública nas áreas urbanas em um terço em dois períodos nocturnos (22h00 e 24h00) mas também na iluminação de monumentos, cemitérios e edifícios públicos municipais.
Estão igualmente a ser instalados regulares de iluminação nas freguesias para entrar em funcionamento um novo modelo de iluminação pública já no Verão e, nas piscinas municipais e parques escolares, vão ser criadas condições de poupança com a eficiência energética dos edifícios e a instalação de colectores solares para as águas de banho. Recorde-se que recentemente foram aprovadas candidaturas para implementar sistemas energéticos sustentáveis nas piscinas municipais e para a instalação de reguladores de fluxo luminoso na rede de iluminação pública. Trata-se de um investimento global de cerca de 720 mil euros, comparticipados em oitenta por cento pelo ON2, que permitirá poupanças energéticas substanciais nos espaços públicos e iluminação pública no concelho.
A ideia de poupança foi igualmente introduzida como um dos objectivos de avaliação dos dirigentes da Câmara Municipal, pretendendo-se assim motivar à poupança e ao corte de despesa na ordem dos cinco aos 7,5 por cento.
A Câmara Municipal tem vindo a motivar a poupança dos serviços desde 2010 e, como resultado, conseguiu uma poupança corrente superior a 16 por cento no ano passado, uma experiência que o executivo quer ver aprofundado este ano com novas medidas de contenção orçamental.

Dragagens do canal de navegação do Santa Rita de Cássia na AR

A dragagem do canal de navegação do ferry-boat de Caminha já chegou à Assembleia da República. As dragagens, que estavam a cargo dos espanhóis, deixaram de ser feitas. O canal está cada vez mais assoreado o que já fez com que o ferry encalhasse na areia com os passageiros a bordo. 


Durante uma década foram os portugueses a desassorear o canal, e por isso, o deputado comunista Honório Novo apresentou um requerimento na Assembleia da República a Questionar o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, sobre as obrigações das entidades do país vizinho neste processo. 
O deputado quer saber também se a interrupção anunciada pelo lado espanhol viola ou não os termos do Protocolo assinado em 2008 entre o Governo Civil de Viana do Castelo e o Governo da Galiza e, em caso afirmativo, o que pensa o Governo Português para que sejam retomados os trabalhos de desassoreamento em Caminha.

Portagens na A28 "são o reforço da integração entre Portugal e Espanha"

O secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas, Paulo Campos, garantiu hoje. quinta-feira, que estão a ser disponibilizadas aos espanhóis "todas as soluções possíveis e imaginárias" para o pagamento das portagens na A28.
"Não existe mais nenhuma [solução de pagamento] no mundo que não esteja aqui a ser disponibilizada", afirmou Paulo Campos aos jornalistas, à entrada para a sessão de abertura do 5.º encontro de engenharia civil do Norte de Portugal-Galiza, subordinado ao tema "Património Construído".



Para Paulo Campos, quem ainda critica as formas de pagamento que são disponibilizadas "são pessoas que estão interessadas em combater politicamente as portagens e que usam essas matérias para argumentar relativamente a isso".O secretário de Estado afirmou que as "soluções encontradas" para o pagamento de portagens da A28, antiga SCUT que liga Porto a Viana do Castelo, foram celebradas "entre o Governo e a Galiza", através de um entendimento.

O governante afirmou que, na sua opinião, a introdução de portagens nas SCUT "são o reforço da integração entre Portugal e Espanha, porque é através dessa capacidade de se gerar receita que se pode continuar a investir nestas infraestruturas".
Considerando a mobilidade um factor "fundamental para a integração da economia e que só se consegue ter boa mobilidade com boas infraestruturas", Paulo Campos defendeu que é necessário que não sejam apenas os contribuintes a pagar, mas também os utilizadores dessas vias.
"Quando alguém vislumbra apenas os pequenos problemas do curto prazo, certamente não estará a ver adequadamente o funcionamento da economia", disse.
"No longo prazo, estas medidas são benéficas para a integração Portugal - Espanha".
Na sessão de abertura deste encontro, Paulo Campos destacou as "muitas centenas de milhões de euros" investidas nos últimos cinco anos em infraestruturas rodoviárias no Norte de Portugal e de ligação a Espanha, designadamente a A3 até Caminha, a A24, entre Viseu e Chaves, e a ligação de Amarante até Bragança.

Faltam bombeiros voluntários na região


Faltam bombeiros às corporações de "Voluntários" existentes no distrito de Viana do Castelo. Quem o diz é o Governo Civil, que defende a constituição de equipas permanentes em todas as associações. Actualmente, só duas corporações dispõem desse serviço: Ponte da Barca e Ponte de Lima.

O Governo Civil de Viana do Castelo, em parceria com as diversas autarquias e corporações de "Voluntários" do distrito, pretendem avançar com incentivos de modo a sensibilizar jovens e adultos a ingressarem nos bombeiros.
No cerne da questão está o ataque, mais rápido e preparado, aos fogos florestais, bem como a resposta às restantes ocorrências, assinala o governador civil de Viana do Castelo, Pita Guerreiro.
"São necessários mais meios, o que exigirá um grande esforço, por parte de todos", acentua, observando que, no último Verão, o distrito alto-minhoto assistiu a "sérias dificuldades", devido ao elevado número de incêndios. A este propósito, refira-se que, entre a última semana de Julho e a primeira de Agosto, verificaram-se, no Alto Minho, perto de 60 ignições por dia.
No ano passado, em que a área ardida no país foi a maior dos últimos quatro anos, o distrito vianense foi o segundo mais fustigado pelas chamas, que consumiram perto de 20 mil hectares de floresta (área semelhante à de 20 mil estádios de futebol), cifra só superada pela verificada no distrito da Guarda, onde arderam mais de 23 mil hectares.
Para Pita Guerreiro, quanto mais tardio for o combate às chamas mais difícil será controlar o incêndio, exigindo, por isso, a tarefa "um esforço maior".
De acordo com o responsável, o ideal seria que todas as corporações pudessem contar com uma equipa permanente (cada uma delas é formada por cinco elementos), situação que, actualmente, apenas se verifica em duas das 11 corporações de "Voluntários" da região (Ponte da Barca e Ponte de Lima), tendo Monção e Vila Nova de Cerveira manifestado já a vontade de criar o serviço.
De acordo com Pita Guerreiro, o esforço a realizar "não será muito grande", uma vez que à tutela cabe metade dos encargos. O restante é da responsabilidade das autarquias.
Além do alargamento do corpo activo, pretende-se, também, apostar na formação dos bombeiros, encontrando-se, nesse sentido, em criação, na localidade de Covas, em Vila Nova de Cerveira, a futura unidade distrital de formação. Segundo o governador civil, a estrutura evitará, assim, deslocações à Escola Nacional de Bombeiros, em Sintra, situação que "suscita diversas dificuldades aos voluntários", evidencia.
Segundo algumas corporações da região, a valência apresenta-se como uma antiga reivindicação, chegando mesmo a inexistência do serviço no distrito a inviabilizar a progressão na carreira, por parte de vários bombeiros. "Trata-se de carência muito sentida", assinala, a propósito, o responsável por uma corporação.
O equipamento deverá ser, agora, candidatado a fundos estruturais pela Comunidade Intermunicipal do Alto Minho.

Lampreia é cartaz turístico da região até final de Março


Os municípios do Vale do Minho estão de olho no apetecido ciclóstomo, pretendendo utilizá-lo como factor de desenvolvimento da região. A partir do próximo sábado, a lampreia passará a reinar à mesa. Pescadores aludem a um início de época "fraco" no rio Minho e "positivo" no rio Lima.

A certificação da lampreia do rio Minho apresenta-se como um dos principais objectivos de um evento que autarquias e entidade regional de Turismo dão, hoje, a conhecer: A lampreia do rio Minho/Um prato de Excelência.
Dezenas de restaurantes dinamizam, entre este mês e o próximo, o programa, que pretende contribuir para captar turistas e diminuir a sazonalidade da região, proposta que assenta em recurso com "forte impacto na economia local e que importa, sobremaneira, valorizar", assegurou, a propósito, o presidente do Turismo do Porto e Norte, Melchior Moreira.
"Este é, claramente, um objectivo estratégico, pelo que temos de nos bater por isso. Apresenta-se, mesmo, como fundamental", apontaria o dirigente sobre a certificação do ciclóstomo saído das águas do rio internacional.
Quanto a capturas, os pescadores do rio Minho mostram-se apreensivos com o começo da época, considerando-o "mais fraco" que a do ano passado.
"Apesar de tudo, pescou-se mais no primeiro mês do ano passado. Esta época não começou bem. Nem perto disso", vaticinou, ao final da manhã de ontem, Vítor Hugo, de Seixas, Caminha, enquanto limpava as redes após uma madrugada passada no estuário do Minho. O esforço valer-lhe-ia seis exemplares, "entre lampreias grandes e pequenas, mas o preço também já começou a descer, para mal dos nossos pecados".
Segundo Paulo Rego, também de Seixas, de 25 euros pagos no começo da época por uma lampreia "grande" e 15 por uma "pequena", os valores "começaram já a vir para os 20 e 10 euros", respectivamente.
Um pouco mais a norte, em Vila Nova de Cerveira, onde uma dúzia de embarcações se dedica à faina do ciclóstomo, o juízo é, em tudo, semelhante. "Este mês foi fraco. Pior que o do ano passado. Agora, quanto ao resto da época, só o futuro o dirá", evidenciou Miguel Castro.
Diferente opinião sobre o primeiro mês de faina - que arrancou no passado dia 3, prolongando-se até Abril - emite José Ferreira, pescador de Darque, em Viana do Castelo: "Há mais lampreias que no ano passado. A procura, essa, é que poderá não ser tanta", assinala, dando conta que o preço, ali, de uma lampreia "grande" ronda os 30 euros. "As nossas lampreias sempre foram mais valorizadas que as do rio Minho", esgrime.
O programa a desenvolver até finais do próximo mês nos concelhos do Vale do Minho - que compreende animação diversa, com relevo para a realização de um rali, em Monção -, visa, também, a criação de uma confraria gastronómica do ciclóstomo.

Viana do Castelo aposta na promoção para atrair turistas

O número de espanhóis que visitam o Alto Minho desceu 18 por cento em Novembro do ano passado, um mês após a aplicação de portagens nas SCUT do Norte do país. Os números são revelados pelo Turismo do Porto e Norte de Portugal, com base em dados do Instituto Nacional de Estatística. Melchior Moreira diz temer que a situação seja agravada com a introdução de portagens nos restantes troços da A28 e A27 já a partir de Abril. Sem esperar por mais números e mais análises, a Câmara de Viana do Castelo decidiu contrariar a situação lançando uma campanha de promoção do município na Galiza. As acções, como revela o autarca José Maria Costa, começam no próximo Domingo na Feira Gastronómica de Ourense.
O presidente da Câmara de Viana do Castelo revela que já esperava a diminuição do número de visitantes galegos após a introdução de portagens. Por isso, pede ao Governo português que insista nas acções de esclarecimento na Galiza sobre a forma como funcionam as portagens virtuais.
Se o número de visitantes galegos diminuiu em Viana do Castelo, em sentido inverso, o número de visitantes nacionais aumentou, o que tem contribuído para o equilíbrio dos pratos da balança. É essa a razão que leva a autarquia de José Maria Costa a apostar na promoção também em território nacional, com a fadista Kátia Guerreiro a dar a cara pela capital do Alto Minho.
Durante os próximos meses, Viana do Castelo vai lançar uma campanha de promoção na Galiza e em território nacional para tentar atrair à capital de distrito o maior número de visitantes.

Bebé nasce dentro de ambulância em plena auto-estrada

Filipe Silva e Augusto Gomes são os bombeiros voluntários do momento, na corporação de Barcelinhos. Tudo porque, na terça-feira, logo pela manhã, foram "padrinhos" de uma bebé que nasceu em pleno transporte de urgência que realizavam, após terem sido accionados pelo 112.

"Fomos chamados pelo centro de coordenação do CODU às seis e meia da manhã para prestar auxílio a uma grávida que estava na A 11", referiu Filipe Silva, 27 anos e bombeiro há dez. No entanto, e após 13 minutos a alta velocidade na ambulância, deram com a grávida na A 28, Viana do Castelo/ Porto, onde também se encontrava a VMER de Barcelos. "A senhora estava sentada no carro, juntamente com o marido. A viatura do casal avariou na zona de Apúlia, em plena auto-estrada, e pediram auxílio", explicou Augusto Gomes, que acabaria por receber um "presente" antecipado, pois comemora este mês 25 anos ao serviço dos voluntários de Barcelinhos.
"Ela estava grávida de 38 semanas e, dois minutos após entrar na ambulância, a bebé nasceu", disse, com um brilho nos olhos, o sub-chefe Silva. "É uma sensação única, poder dar apoio a um parto e é um momento que fica para a vida. Ainda por cima, o nosso primeiro parto", referiram os dois bombeiros, ao JN.
Segundo explicaram, foi a quinta vez que os Bombeiros Voluntários Barcelinhos tiveram uma das suas ambulâncias transformada em sala de partos, em 25 anos. Diana, nome da bebé, nasceu saudável e é a segunda filha de uma mãe que reside em Roriz, Barcelos, que preferiu manter o anonimato. Mãe e filha foram encaminhadas para o Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim, onde estão ambas bem mas ainda internadas.

Reposta cobertura do Campo de Jogos de Vila Fria

A Câmara Municipal de Viana do Castelo, no âmbito da sua política de apoio ao desenvolvimento económico, social e desportivos das freguesias, apoiou a empreitada de reposição da cobertura da bancada do campo de jogos de Vila Fria. A estrutura tinha ficado danificada durante as intempéries de 2010 e Vitor Lemos, vereador com o pelouro do Desporto e também vice-presidente da Câmara municipal, marcou presença para uma visita ao espaço agora renovado.

A reposição da cobertura da bancada do campo foi destruída no final do ano passado e foi entretanto alvo de uma empreitada de reconstrução orçada em cerca de cinquenta mil euros e que contou com o apoio financeiro da Câmara Municipal. Na sua visita, o vereador do pelouro lembrou o esforço que a autarquia tem vindo a fazer para a reconstrução e requalificação dos equipamentos desportivos das freguesias do concelho.
Recorde-se que, só no último trimestre de 2010, a Câmara Municipal marcou presença na reabertura e renovação de pavilhões e espaços desportivos e polidesportivos no concelho, nomeadamente em Outeiro com a abertura do renovado polidesportivo, sujeito a uma empreitada de oitenta mil euros que permitiu dotar de melhores condições o espaço com 17 anos utilizado sobretudo pelo Centro Desportivo e Cultural da freguesia. Já em Lanheses, o Pavilhão da Casa do Povo foi alvo de obras de requalificação, no âmbito da política municipal da descentralização financeira de meios, nomeadamente para o apoio à promoção desportiva e escolar.

Viana do Castelo em acções de promoção na Galiza, Lisboa e Figueira da Foz

A Câmara Municipal de Viana do Castelo, que este ano é simultaneamente Cidade do Vinho e Capital Cultural do Eixo Atlântico, vai participar, durante o mês de Fevereiro, em diversas acções de divulgação dos seus eventos em Lisboa, Galiza e Figueira da Foz. Assim, Viana do Castelo participa na Xantar –Feira Gastronómica de Ourense, na Bolsa de Turismo de Lisboa e no Casino da Figueira da Foz, onde apresenta “Viana é Amor”.
A primeira representação cumpre-se na Xantar – Feira Gastronómica de Ourense, que consagra o dia 6 de Fevereiro à cidade de Viana do Castelo. Entre os dias 23 e 27 de Fevereiro, Viana do Castelo participa, com um pequeno stand, na BTL, onde o Porto e Norte de Portugal se assume como destino turístico de excelência para 2011.
O maior destaque vai para o evento “Viana é Amor”, no Casino da Figueira da Foz que, do dia 11 ao dia 20 de Fevereiro, acolhe manifestações variadas da cultura vianense, desde a gastronomia à etnografia, passando pela ourivesaria, pela música e pelo artesanato contemporâneo. O evento inclui a apresentação nacional da nova marca de Viana com um espectáculo da fadista Kátia Guerreiro.
Com estas participações, a Autarquia pretende projectar Viana do Castelo, a sua cultura e a sua gastronomia e vinhos em três áreas distintas: Galiza, Região Centro e Grande Lisboa.


Exposição “O vinho e a Vinha em Objectos” nos Antigos Paços do Concelho de Viana do Castelo

A Câmara de Viana do Castelo, através do Gabinete de Arqueologia, tem patente até dia 09 de Fevereiro, a exposição “O Vinho e a Vinha em Objectos”. Da mostra, que integra os eventos de Viana do Castelo como Cidade do Vinho 2011, destacam-se diversas imagens e desenhos e ainda vestígios arqueológicos romanos.


“O Vinho e a Vinha em Objectos”, patente nos Antigos Paços do Concelho, esteve já no Solar de Merufe no âmbito das Jornadas Europeias do Património e integra as comemorações anuais da distinção “Viana do Castelo Cidade do Vinho 2011”. A mostra inclui imagens de várias épocas clássicas e contemporâneas, desenhos de lagares, fragmentos de ânforas romanas que serviam para transporte de vinho de longo curso e ainda copos romanos em bronze de Castelo de Neiva (Castro de Moldes).
Recorde-se que Viana do Castelo foi eleita “Cidade do Vinho 2011” pelo Conselho Directivo da Associação de Municípios Portugueses do Vinho tendo em conta “critérios de qualidade, nomeadamente pelo programa de actividades apresentado, pelas parcerias e pela envolvência na sociedade civil local ao projecto, que releva o vinho enquanto valor de desenvolvimento económico e de preservação da tradição e cultura portuguesas”.

"Porquê que o lobo mau lava os dentes?"

A Biblioteca Municipal de Monção recebe, entre os dias 1 e 25 de Fevereiro, a iniciativa pedagógica “Porque é que o lobo mau lava os dentes?”. As sessões, com uma hora de duração, destinam-se às crianças dos jardins-de-infância do concelho.
“Porque é que o lobo mau lava os dentes?” é uma peça de teatro de fantoches baseada na interacção de três personagens bem conhecidas do público infantil: Capuchinho Vermelho, Lobo Mau e Bruxa. Os diálogos entre as personagens desenrolam-se em torno da higiene ou da falta dela.
Depois da peça de teatro, as crianças são convidadas a visionar um pequeno filme animado e uma profissional em enfermagem do Centro de Saúde Local irá sensibilizar as crianças para a importância da higiene oral e hábitos de saúde saudáveis.

Lucro das rifas não chega para pagar a multa

Um sorteio de rifas com base em números da Lotaria Nacional, promovido pela Secção Desportiva dos Bombeiros Voluntários de Monção, em 2008, acabou por sair caro à corporação, que, volvido todo este tempo, foi notificada pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa a pagar uma multa num valor muito superior ao angariado com a iniciativa.


A emissão de cinco mil rifas por altura dos santos populares teria como objectivo a angariação de fundos para ajudar a comprar equipamento de combate a incêndios, mas nem o argumento dos "fins humanitários" salvou os bombeiros do pagamento de cerca de 2500 euros, relativos a contra-ordenações e despesas inerentes ao processo aplicadas à corporação (mil euros mais cerca de 200 de custas), a um dos seus membros como promotor da iniciativa e ainda a um café da região que a patrocinou (500 euros mais cerca de 200 de custas cada um).
A direcção dos bombeiros irá assumir todos os custos, à excepção dos cerca de 700 euros que a gráfica que imprimiu as rifas terá de pagar. A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) fez valer a lei que lhe concede "o direito de explorar a Lotaria Nacional em exclusivo".
"Era um sorteio para angariação de equipamentos para os bombeiros, mas saiu-nos caro e ainda por cima levaram por tabela também outras entidades que colaboraram connosco. O erro deles foi, com conhecimento da direcção, colocar nas rifas que seriam sorteadas pela lotaria o que não é permitido por lei, mas este tipo de instituições sempre fez isto. Muitas até desconhecem que é proibido", justifica o presidente da direcção dos bombeiros, Luís Nunes, explicando: "Foi um acto de boa-fé que deu para o torto. Tivemos que fazer segunda remessa de rifas, pagar o prémio e ,com as coimas todas, a iniciativa de 2008 da nossa secção desportiva não vai dar para tudo".
E conclui: "Com esse dinheiro já compravamos alguns capacetes, botas e mangueiras para a época de incêndios". 

Os municípios do Vale do Minho estão de olho no apetecido ciclóstomo, pretendendo utilizá-lo como factor de desenvolvimento da região. A partir do próximo sábado, a lampreia passará a reinar à mesa. Pescadores aludem a um início de época "fraco" no rio Minho e "positivo" no rio Lima.

A certificação da lampreia do rio Minho apresenta-se como um dos principais objectivos de um evento que autarquias e entidade regional de Turismo dão, hoje, a conhecer: A lampreia do rio Minho/Um prato de Excelência.
Dezenas de restaurantes dinamizam, entre este mês e o próximo, o programa, que pretende contribuir para captar turistas e diminuir a sazonalidade da região, proposta que assenta em recurso com "forte impacto na economia local e que importa, sobremaneira, valorizar", assegurou, a propósito, o presidente do Turismo do Porto e Norte, Melchior Moreira.
"Este é, claramente, um objectivo estratégico, pelo que temos de nos bater por isso. Apresenta-se, mesmo, como fundamental", apontaria o dirigente sobre a certificação do ciclóstomo saído das águas do rio internacional.
Quanto a capturas, os pescadores do rio Minho mostram-se apreensivos com o começo da época, considerando-o "mais fraco" que a do ano passado.
"Apesar de tudo, pescou-se mais no primeiro mês do ano passado. Esta época não começou bem. Nem perto disso", vaticinou, ao final da manhã de ontem, Vítor Hugo, de Seixas, Caminha, enquanto limpava as redes após uma madrugada passada no estuário do Minho. O esforço valer-lhe-ia seis exemplares, "entre lampreias grandes e pequenas, mas o preço também já começou a descer, para mal dos nossos pecados".
Segundo Paulo Rego, também de Seixas, de 25 euros pagos no começo da época por uma lampreia "grande" e 15 por uma "pequena", os valores "começaram já a vir para os 20 e 10 euros", respectivamente.
Um pouco mais a norte, em Vila Nova de Cerveira, onde uma dúzia de embarcações se dedica à faina do ciclóstomo, o juízo é, em tudo, semelhante. "Este mês foi fraco. Pior que o do ano passado. Agora, quanto ao resto da época, só o futuro o dirá", evidenciou Miguel Castro.
Diferente opinião sobre o primeiro mês de faina - que arrancou no passado dia 3, prolongando-se até Abril - emite José Ferreira, pescador de Darque, em Viana do Castelo: "Há mais lampreias que no ano passado. A procura, essa, é que poderá não ser tanta", assinala, dando conta que o preço, ali, de uma lampreia "grande" ronda os 30 euros. "As nossas lampreias sempre foram mais valorizadas que as do rio Minho", esgrime.
O programa a desenvolver até finais do próximo mês nos concelhos do Vale do Minho - que compreende animação diversa, com relevo para a realização de um rali, em Monção -, visa, também, a criação de uma confraria gastronómica do ciclóstomo.

Ponte da Barca vai ter novo campo de futebol

O campo de futebol que serve a população do município de Ponte da Barca está a ser alvo de uma profunda transformação. Os atletas que o utilizam vão deixar de jogar em terra batida e vão passar a contar com relvado, balneários e novas bancadas. Uma obra avaliada em 1 milhão e 300 mil euros. 
O autarca local, Vassalo Abreu, já assinou o contrato-programa da empreitada, mas faz agora contas à vida para saber onde vai arranjar os 600 mil euros que a autarquia tem de avançar para que a obra não pare. A construção, que está agora na primeira fase, já leva alguns atrasos.

Chove nas Escolas de Barroselas

Pais e encarregados de educação da escola secundária de Barroselas, em Viana do Castelo, manifestam-se, amanhã, pela realização de obras "de fundo" no estabelecimento, onde afirmam que "chove tanto como na rua". Escola diz que "há muito" denuncia a situação.

Tectos repletos de humidade, revestimentos desprendidos pela água e paredes manchadas pela chuva que por elas escorre. Sobram queixas e faltam soluções para os problemas este mês denunciados pelos alunos, mas sentidos por docentes e funcionários.
O protesto dos alunos (no passado dia sete) levaria a que a tutela avançasse, de imediato, com obras entendidas pela associação de pais como "de remedeio", reivindicando aquela estrutura por intervenção "de fundo". Por isso, pais e encarregados de educação saem, amanhã, à rua, ligando o protesto o Campo da Agonia ao Governo Civil.
"As obras que decorrem na escola - iniciadas no passado dia 21 e estimadas em 6000 euros - não põem, de modo algum, fim aos problemas. Poderão, apenas, minorá-los. Mas esta não é situação que se resolva com remedeios. Queremos que os edifícios da escola não metam água e que não sejam gélidos para os nossos filhos", esgrime o presidente da associação, Armando Dias, que se referiu aos trabalhos já iniciados como "a maior intervenção" realizada no estabelecimento desde a sua construção, há 27 anos. "Em suma, esta escola nunca sofreu obras que possam ser chamadas por esse nome", assinala.
A presidente do Conselho Executivo do estabelecimento, Rosa Cruz, não discorda que esta se apresente como a maior intervenção aí realizada. Dando conta que a escola denuncia a situação "há imenso tempo", disse que a resposta avançada pela tutela - que enviou técnicos para aferir da situação no próprio dia do protesto dos alunos - "não seria a que pretendíamos, mas queremos que estes trabalhos sejam feitos, de modo a manter a escola em funcionamento até que seja sujeita a obras de fundo".
Prometidas para a escola, que comporta mais de 700 alunos, está uma intervenção de fundo inserida na denominada "Fase 4 da Parque Escolar", fase esta que o próprio Executivo da escola afirma desconhecer quando arrancará. "Queremos que sejam explicados tanto os prazos como os projectos", reitera Armando Dias.
Na escola, o pavilhão polivalente (que alberga a cozinha, o refeitório e um espaço de convívio) e um bloco de salas de aula (maioritariamente ocupado por alunos do 3º Ciclo) apresentam-se, para Rosa Cruz, como os "pontos mais críticos". "Ainda há pouco, a chuva formava uma cortina de água no refeitório, que teve, por isso, de ser encerrado", recorda, afiançando que o estabelecimento "não tem dinheiro" para pôr os poucos radiadores (eléctricos) que funcionam a trabalhar: "Passa-se frio, é verdade. Mas não temos outro remédio".

O tabuleiro rodoviário da ponte Eiffel de Viana do Castelo, que reabriu há 2 anos e 3 meses, após obras orçadas em 8 milhões e 6oo mil euros, esteve hoje com trânsito condicionado, para estudo dos problemas do piso. 
Desde aquelas obras, que implicaram o corte na circulação durante 21 meses, o tabuleiro rodoviário já esteve por diversas vezes com trânsito cortado ou condicionado, por causa de problemas relacionados com o pavimento, que se apresenta escorregadio e constantemente descascado. 
Segundo o porta-voz da comissão de utentes da ponte, Rocha Neves, “alguma coisa falhou na escolha do piso”, uma vez que “volta e meia ele aparece descascado, com o ferro à mostra”. 
Hoje, durante 4 horas, o trânsito voltou a estar condicionado, para realização de ensaios por especialistas da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e da Refer, de forma a avaliar as patologias do pavimento. 
O objectivo é encontrar uma explicação para a rápida degradação do piso e uma solução para o problema, que a Faculdade de Engenharia deverá apresentar até ao final do primeiro semestre deste ano.
A ponte tem 132 anos e é atravessada diariamente por cerca de 12 mil e 500 viaturas.

Trabalhadores da APPACDM com salários em atraso

Os 420 trabalhadores da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de de Viana do Castelo estão a viver dias difíceis. Estão com os salários em atraso.

O director da instituição, Manuel Domingos, desdramatiza a situação, que até ontem ainda não se encontrava regularizada, e justifica-a com a não liquidação, por parte do Estado, de transferências no montante de mais de 200 mil euro. 
A APPACDM possui estruturas em praticamente todos os concelhos do distrito de Viana do Castelo. A falha no pagamento dos salários do último mês de 2010 atinge funcionários da quase totalidade dos sectores. Entretanto, alguns já receberam, o que, de acordo com Manuel Domingos, é um garante de que a situação deverá ser regularizada em breve. 
A APPACDM de Viana do Castelo diz estar a aguardar por transferências do Estado no montante de mais de duzentos mil euros para pagar os salários em atraso. Há 420 trabalhadores da instituição em todo o distrito preocupados com a falta de pagamento do salário de Dezembro. 
Se a situação não for regularizada em breve, a União de Sindicatos de Viana do Castelo promete intervir. 

Regresso do Gil Eannes deu-se à 13 anos

A Fundação Gil Eannes vai assinalar, na próxima segunda-feira (31 de Janeiro) o 13º aniversário do regresso do Navio Hospital Gil Eannes a Viana do Castelo. A efeméride vai ser assinalada com um programa que integra uma pequena ilustração teatral, uma palestra e a inauguração de duas exposições.

A comemoração do aniversário começa pelas 21h30 com uma ilustração teatral pelo Centro Dramático de Viana denominada “Vindos dos Mares do Fim do Mundo”, seguindo-se a palestra “Bernardo Santareno, entre o Céu e o Inferno” proferida por Vicente Batalha, presidente do Instituto Bernardo Santareno. Para finalizar, serão abertas as exposições “Bernardo Santareno pseudónimo e antónimo Martinho do Rosário: vida e obra” e “A Pesca do Bacalhau: navios bacalhoeiros de Viana do Castelo – Santa Maria Manuela”.
A História:
O Navio Gil Eannes foi construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo em 1955 tendo como missão apoiar a frota bacalhoeira nos mares da Terra Nova e Gronelândia. Embora a sua principal função fosse prestar assistência hospitalar a pescadores e tripulantes, o Gil Eannes foi também navio capitania, navio correio, navio rebocador e quebra-gelos, garantindo abastecimento de mantimentos, redes, isco e combustível aos navios da pesca do bacalhau.
Depois de cessar a sua actividade em 1984, teve vários proprietários e usos até que, em 1997, foi vendido a um sucateiro para abate, quando já estava profundamente degradado. Foi, nessa altura, que a Câmara Municipal de Viana do Castelo decidiu mobilizar a comunidade para o trazer para a cidade onde nascera, resgatando-o à sucata para ser exposto em Viana do Castelo como memória viva do passado marítimo e da construção naval da cidade e também do país.
Depois de uma enorme campanha que contou com o apoio de cidadãos de todos os grupos etários e sociais, de instituições e empresas, o navio-hospital regressou a Viana do Castelo em Janeiro de 1998, onde recebeu profundas obras de reabilitação nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. Desde então, é propriedade da Fundação Gil Eannes e está fundeado na doca de Viana do Castelo como museu e também como original Pousada da Juventude flutuante com sessenta camas.

Alta tensão destrói centenas de aparelhos


De um momento para o outro, alarmes começaram a tocar e máquinas e lâmpadas a estourar, em Caminha. Um pico de alta tensão num posto de transformação terá sido o culpado. Há milhares de euros em prejuízos em equipamentos eléctricos.

Mais de uma centena de casas das freguesias de Seixas e Lanhelas, em Caminha, foram afectadas por uma alta de tensão, que subiu de 220 para 380 volts, pelas 10 horas de segunda-feira, causando prejuízos elevados em diversos equipamentos e que os moradores ainda estão a quantificar.
O problema terá surgido num Posto de Transformação (PT) da EDP, no lugar da Rabusca, em Seixas, e que a empresa classificou como uma "avaria", sem precisar os motivos. As reclamações vão sendo apresentadas à EDP à medida que os afectados reúnem os dados dos prejuízos em electrodomésticos, equipamentos informáticos, entre outras máquinas.
Os lugares de S. Sebastião e Rabusca, a Norte de Seixas, densamente povoados, e o caminho de Rabadas, em Lanhelas, abastecidos pelo PT, receberam o impacto maior da subida de tensão.
Segundo um morador de S. Sebastião, desde a uma da madrugada de segunda-feira que o sistema de alarme da sua habitação começou a disparar sem que constatasse algum motivo, recomeçando a soar sempre que o desligava. De manhã, verificou que a caldeira de aquecimento estava avariada.
Num vizinho, por altura do pico da corrente, "as lâmpadas começaram a faiscar e rebentar, sentindo-se um cheiro a queimado" dos três televisores, frigorífico, aspirador e microondas.

Maria José Machado, moradora na Rabusca, só deu pelas avarias ao final da tarde nesse dia: "Tinha a máquina de lavar a roupa a trabalhar em seco, sem que a tivesse ligado", além de que microondas e televisor também se encontravam avariados, tendo ainda sido forçada a pedir ajuda porque o portão automático da garagem deixou de funcionar.
"Com é que vou investir tanto dinheiro para substituir os aparelhos danificados, nomeadamente a máquina de lavar, que faz imensa falta?", interrogava-se aquela mãe de dois filhos, ainda perplexa com o que lhe tinha sucedido.
Na residencial O Forno, situada em S. Sebastião,  José Carlos Maia, proprietário, referiu que ficou sem "oito televisores, dois computadores, impressoras, máquina de lavar, etc". "Estourou tudo, foi um susto enorme", disse o industrial de hotelaria, que estima o prejuízo acima dos dois mil euros, além de estar impossibilitado de exercer a sua actividade.
"Foi instantâneo e não deu hipóteses de fazer nada", lamentou-se Américo Rodrigues Alves, morador no bairro da Rabusca. Ficou sem três televisores, caldeira da cozinha, máquina de lavar, leitor de DVD, aparelhos para a televisão digital terrestre, entre outros equipamentos. Adiantou que "só para a placa da caldeira são 400 euros, mais uns 600 para a reparar e, se não tiver conserto, não chegam 1200 euros para comprar uma nova". Na sua opinião, "a corrente eléctrica entrou pelo neutro e não pelo positivo", causando a subida de tensão e os consequentes estragos.
Há também relatos de avarias em máquinas de obras em Seixas e Lanhelas (caminho da Rabada), e em prédios junto à EN 13.

Câmara aprova protocolos para transferir 1,5 milhões de euros para as freguesias

A Câmara Municipal vai assinar protocolos de colaboração com as quarenta freguesias do concelho no valor total de cerca de 1.5 milhões de euros, a entregar mensalmente. Em causa estão diversos melhoramentos da iniciativa das freguesias e a limpeza de caminhos municipais e permitem às freguesias avançar com investimentos próprios.
Os protocolos de colaboração destinam-se a transferências financeiras mensais para a qualificação de espaços públicos e infra-estruturas e melhoramentos diversos. Em causa estão também iniciativas como gestão e conservação de espaços públicos, a beneficiação de infra-estruturas e equipamentos na área do centro cívico da freguesia e a conservação da sinalização de sinalização das freguesias.
A Câmara Municipal aprovou também protocolos de colaboração com as Juntas de Freguesia mediante a transferência pontual de meios financeiros, no âmbito da colaboração técnico-financeira que o Município de Viana do Castelo tem vindo a desenvolver. Na última reunião de câmara, foram aprovados protocolos no valor total 135 mil euros destinados à capela mortuária de Vila Mou, Rua da Caldeira em Nogueira, infra-estruturas no Lugar de Moldes (Primeira Fase) em Castelo de Neiva, consolidação de um canal na Rua do Pinheiro na freguesia de Carreço, reparação de vias devido às recentes intempéries em Carvoeiro e para um muro de suporte na Bessa (Meadela).